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Transações do e-commerce no Brasil devem ultrapassar R$ 30 bilhões, diz pesquisa

O volume das transações do e-commerce no Brasil deve ultrapassar R$ 30 bilhões, até o fim de 2011. A previsão é do Índice do Varejo Online, da E-Consulting, que mensura na internet as vendas de Bens de Consumo, Automóveis e do setor de Turismo Online. Em 2010, o e-commerce obteve um crescimento de 20,2% em relação a 2009, alcançando R$ 26,2 bilhões. A expectativa para este ano é um aumento de 15%, em comparação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2011, o índice apontou uma expansão de 19,1%, movimentando R$ 15,9 bilhões.

e-Commerce no Nordeste cresceu 70% em 2010

A região Nordeste está com o setor de e-commerce aquecido e cresceu 70% no segmento de vendas online, no ano passado, segundo levantamento realizado pelo PagSeguro, vinculado ao Uol. A pesquisa mostra que o restante do país também tem feito bastante compras pelos sites da internet.

Magazine Luiza cria venda direta pelas redes sociais

O Magazine Luiza promete revolucionar o varejo com o lançamento de uma venda direta pelas redes sociais, o clique a clique. Em um projeto inédito no Brasil, a empresa criou um novo canal de vendas em que qualquer pessoa poderá criar sua vitrine no Facebook e no Orkut com produtos da loja virtual da rede e vender a seus amigos. Chamado de Magazine Você, a novidade é uma aposta no social commerce.

No novo modelo, os consultores de vendas ganharam o nome de divulgador e receberão entre 2,5% e 4,5% de comissão por produto vendido aos amigos nas redes sociais. As pessoas poderão personalizar suas lojas com seus nomes, como, por exemplo, MagazinedoJoão. Com o lançamento previsto para até o fim de agosto, o projeto que levou um ano para ser concretizado – entre pesquisas e desenvolvimento – começa pelos funcionários da empresa.

Comércio eletrônico deve fechar 2011 com faturamento de R$ 18,7 bilhões

O faturamento do setor durante o primeiro semestre foi de R$ 8,4 bilhões, segundo dados contidos na 24ª edição do relatório “WebShoppers”, realizado pela e-bit, com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Este volume é superior aos R$ 8,2 bilhões registrados durante todo o ano de 2008.

A entrada da baixa renda nesse canal de vendas é um dos fatores positivos que contrapõe com a pequena retração de crescimento sofrida no comparativo do ano passado.

Compras coletivas: acabou o gás?

Quem gosta de futebol e acompanha o Campeonato Brasileiro já percebeu a queda de rendimento do Corinthians, que disparou na liderança no início do torneio mas vem despencando nas últimas rodadas. É uma analogia que, literalmente, cai bem para o atual momento das compras coletivas. Depois de um espantoso crescimento em 2010 (em menos de um ano já havia 1,2 mil sites no país) e a euforia das empresas em aumentar as vendas com um novo modelo de negócios (com estimativa de faturamento de R$ 1 bilhão em 2011), o segmento vem sofrendo uma crise de credibilidade nos últimos meses.

Mudança do perfil de empreendedor afeta lojas virtuais

As vendas no comércio eletrônico devem crescer cerca de 30% neste ano, segundo pesquisa da E-bit. Paralelamente, o número de novas assinaturas de lojas virtuais deve crescer 18% no segundo semestre deste ano, segundo constatação da Maxihost, data center especializado na oferta de servidores dedicados e estruturas de lojas virtuais. Apenas nos três últimos meses a empresa registrou aumento de 22,5% na assinatura de novas lojas. Segundo Eduardo Alberto, diretor de e-commerce do data center, ambos os fatos são reflexo da maior profissionalização dos novos empreendedores, que hoje trabalham com estratégias definidas para captar e fidelizar clientes para os seus negócios.

“Há até pouco tempo havia o senso comum de que a internet era o pote de ouro no final do arco-íris. Muitos acreditavam que assim que começassem a oferecer seus produtos e serviços ali, instantaneamente conquistariam uma enxurrada de novos consumidores. Só com o passar do tempo começou-se a perceber que montar e manter uma loja virtual não é um processo milagroso. É um investimento a longo prazo”, conta Alberto, explicando sobre a mudança no perfil dos empreendedores atuais.

Japonesa Rakuten adquire empresa de e-commerce Ikeda

O diferencial de todo o processo da Rakuten é que ele apoia em 100% o lojista, segundo Ricardo. “Atualmente no Brasil, você tem uma carência muito grande de gestor de comércio eletrônico. Muitos varejistas procuram esse profissional e não encontram”, diz Gil.

Para Ricardo, além da complementaridade dos serviços oferecidos, as duas empresas têm também uma filosofia parecida. “Como a Rakuten, a Ikeda procurou ser uma empresa de tecnologia para melhorar o resultado do cliente”, diz.

Fatia das pequenas no e-commerce é de apenas 20%

De cada R$ 100 movimentados no comércio eletrônico brasileiro, apenas R$ 20 vão para os caixas das micro e pequenas empresas. Apesar de representarem 98% dos negócios formais no país, elas responderam por menos de 20% dos R$ 14,8 bilhões gerados pelo e-commerce no ano passado. Os dados são da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

Com o objetivo de ajudar os empresários a ingressarem nesse universo, a camara-e.net está promovendo o Ciclo MPE.net, evento sobre economia digital patrocinado pelo Sebrae desde 2003. “A proposta do ciclo é contribuir para a inclusão digital dos micro e pequenos negócios. A presença dessas empresas no mercado digital, seja como fornecedores ou como compradores, é estratégica. Além de abrir novos mercados, pode contribuir para melhorar a competitividade”, afirma o gerente de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, Paulo Alvim.

Apenas 2% dos brasileiros compram roupas pela internet

Dos 74 milhões de internautas brasileiros, apenas 1,47 milhão costuma comprar roupas pela Internet, constata pesquisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). Por mais que o setor esteja em crescimento – visto que, em 2009, as vendas aumentaram 108% em relação ao ano anterior – o número é pequeno se comparado aos 23 milhões de usuários que utilizam serviços de e-Commerce.

Para a pesquisa, foram entrevistadas 3300 consumidores com mais de 15 anos. A partir das respostas, o instituto concluiu que o maior obstáculo para que mais pessoas adquiram vestuário pela Internet é a insegurança: 41,7% têm medo de comprar de desconhecidos. Outro fator é o preço, já que para 36,9% ele não é tão atrativo.

Deputado quer lei para compras coletivas

Foi apresentado no começo de maio um projeto de lei que tem como objetivo a regulamentação de sites de compras coletivas no país. A proposta foi encaminhada na segunda, 23, para quatro comissões de análise.

A intenção é “disciplinar a venda eletrônica coletiva de produtos e serviços e “estabelecer critérios de funcionamento para essas empresas”. Diz o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), autor do projeto. “Nossa preocupação é com o consumidor, a forma com que esses sites são tributados e a responsabilidade de entregar o produto em ordem”, completa.

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